FAMOSO.®, estúdio de branding e identidade visual em Porto Alegre
17/06/20266 min de leitura

Redesign de marca: quando vale a pena fazer

Redesign de marca não é sobre gostar mais do logo. É sobre corrigir o que a percepção está comunicando de errado. Entenda quando faz sentido e quando não faz.

Neste artigo
  1. O que é redesign de marca de verdade
  2. Quando o redesign faz sentido
  3. Quando o redesign é perda de tempo
  4. O que acontece quando o redesign é feito certo
  5. Por onde começar
  6. Perguntas frequentes
Redesign de marca: quando vale fazer e quando é perda de tempo, ilustração sobre redesign de marca

Tem empresa que faz redesign porque enjoou do logo.

Tem empresa que faz redesign porque o negócio cresceu e a marca ficou pra trás.

São dois movimentos completamente diferentes. Um é gasto. O outro é investimento.

O que é redesign de marca de verdade

Redesign de marca não é trocar de visual porque ficou datado. É corrigir o que a percepção está comunicando de errado.

Quando o negócio evolui, a operação melhora, o ticket sobe, o produto fica mais sofisticado. A marca não acompanha esse movimento automaticamente. Ela fica parada no estágio onde foi criada.

O resultado aparece antes de qualquer reunião. O cliente chega desconfiado. A proposta precisa de três calls pra fechar. O concorrente que entrega menos fecha o que era seu.

Isso não é problema de vendas. É problema de percepção.

Se o problema for mais profundo que a forma, envolvendo posicionamento e tom de voz além do visual, o caminho é rebranding, não redesign.

Quando o redesign faz sentido

Existem sinais concretos de que o momento chegou.

  • O negócio cresceu mas a marca não. Você atende clientes maiores, cobra mais, entrega mais. Mas a identidade visual ainda parece a de quando você começou. Esse descompasso custa margem.
  • Você perde para concorrente que entrega menos. Quando uma empresa com produto inferior fecha mais do que você, a variável quase sempre é percepção. O mercado não tem acesso ao que você entrega. Tem acesso ao que você parece.
  • O cliente chega pedindo desconto antes de ouvir a proposta. Desconto antes da negociação é sinal de que a marca não instalou valor antes do contato. O cliente chegou sem motivo para pagar o preço cheio.
  • Você sente vergonha discreta de mandar o link. Não é modéstia. É seu cérebro reconhecendo o desalinhamento entre o que você entrega e o que o visual comunica.

Quando o redesign é perda de tempo

O redesign não resolve tudo. E tem casos onde ele não resolve nada.

  • Quando o problema é operacional. Marca forte não salva produto ruim, processo quebrado ou entrega inconsistente. Se o problema está na operação, redesign é cosmético.
  • Quando o posicionamento ainda não está definido. Identidade visual é a manifestação de um posicionamento. Se você ainda não sabe exatamente o que é sua marca, para quem serve e o que a diferencia, qualquer visual vai ser chute.
  • Quando a motivação é tendência. Rebranding por tendência é trocar de roupa sem saber pra onde vai. Caro e inútil. Visual moderno sem estratégia envelhece na próxima temporada.
  • Quando é só gosto pessoal. 'Enjoei do logo' não é briefing. É impulso. Redesign sem problema real pra resolver é desperdício de investimento.

O que acontece quando o redesign é feito certo

Quando o redesign parte de um problema real de percepção e é executado com estratégia, o resultado não é estético. É comercial.

O cliente certo chega com menos resistência. O errado nem procura. A proposta fecha mais rápido. O desconto some da negociação. O ticket sobe sem precisar justificar.

Não porque o logo ficou bonito. Porque a percepção mudou antes da conversa começar.

Por onde começar

Antes de qualquer decisão visual, o diagnóstico precisa existir. O que a marca está comunicando agora? Para quem? O que o cliente percebe antes de chegar até você?

Essas respostas determinam se o problema é real, qual é a direção correta e se o investimento faz sentido agora.

Sem diagnóstico, redesign é loteria de gosto.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre redesign e rebranding?

Redesign corrige o que a percepção está comunicando de errado no visual. Rebranding vai além, mexendo também em posicionamento e tom de voz. Quando o problema é mais profundo que a forma, o caminho é rebranding, não redesign.

Quando vale fazer um redesign de marca?

Quando o negócio cresceu mas a marca ficou para trás, quando você perde clientes para concorrentes com entrega inferior, ou quando a proposta precisa de várias conversas para fechar.

Quando o redesign é perda de tempo?

Quando o problema é operacional, quando o posicionamento ainda não está definido, quando a motivação é só tendência ou quando é apenas gosto pessoal sem problema real para resolver.

Redesign de marca resolve o problema de vender menos que o concorrente?

Só se o problema for de percepção. Redesign não salva produto ruim, processo quebrado ou entrega inconsistente. Nesses casos o problema é operacional, não visual.

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Escrito por Pedro Cardoso, fundador do FAMOSO.®, estúdio de branding em Porto Alegre.

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