FAMOSO.®, estúdio de branding e identidade visual em Porto Alegre
26/06/20265 min de leitura

O que é rebranding (não é só trocar o logo)

Rebranding não é trocar o logo. É realinhar a percepção da marca ao nível que o negócio já alcançou. Entenda o que é, o que envolve e os tipos que existem.

Neste artigo
  1. O que é rebranding
  2. O que rebranding não é
  3. O que um rebranding envolve
  4. Os dois tipos de rebranding
  5. Por que empresas fazem rebranding
  6. Rebranding começa pela percepção, não pelo logo
  7. Perguntas frequentes
O que é rebranding (e por que ele vai muito além de trocar o logo), ilustração sobre o que e rebranding

A maioria das pessoas acha que rebranding é trocar o logo.

Troca o logo, muda a cor, e pronto, "fizemos um rebranding".

Não é isso. E confundir as duas coisas é o motivo pelo qual muita empresa gasta com marca nova e continua com o mesmo problema de antes.

O que é rebranding

Rebranding é o processo de realinhar a percepção de uma marca ao que o negócio realmente é hoje.

Não é estética. É correção de percepção.

Quando uma empresa cresce, melhora a entrega e sobe de nível, mas a marca continua comunicando o estágio anterior, abre-se uma distância. De um lado, o que o negócio virou. Do outro, o que a marca ainda diz que ele é. Rebranding é o trabalho de fechar essa distância.

Por isso ele mexe em mais coisa do que o logo. Mexe em como a marca se posiciona, como ela fala, o que ela comunica antes da primeira palavra, e como o mercado a percebe.

O que rebranding não é

Três termos vivem sendo confundidos com rebranding. Vale separar, porque a confusão custa dinheiro.

Redesign é mudança visual. Novo logo, nova paleta, novo sistema gráfico. Pode ser uma parte de um rebranding, mas sozinho é só estética nova sobre a mesma estratégia.

Reposicionamento é mudança de estratégia. Muda para quem a marca fala, que lugar ela ocupa no mercado, que percepção quer instalar. Pode acontecer dentro de um rebranding, mas é a camada estratégica, não a visual.

Rebranding é o guarda-chuva. Pode envolver redesign, pode envolver reposicionamento, pode envolver os dois. O que define é a intenção: realinhar a marca inteira ao negócio atual, não trocar uma peça.

O que um rebranding envolve

Um rebranding completo costuma tocar em quatro camadas.

Posicionamento. Onde a marca se coloca, para quem ela fala, o que ela promete. É a base. Sem isso, o resto é decoração.

Identidade visual. Logo, paleta, tipografia, sistema de aplicações. É a manifestação visível da estratégia.

Tom de voz. Como a marca fala, que personalidade ela carrega na comunicação. Duas marcas com a mesma identidade visual soam diferentes pelo tom.

Aplicação. Como tudo isso vive nos pontos de contato reais: site, proposta, apresentação, perfil, papelaria. É onde a percepção acontece de verdade.

Nem todo rebranding mexe nas quatro camadas. Depende do tamanho do descompasso.

Os dois tipos de rebranding

Existem dois tipos, e a diferença está na profundidade.

Rebranding parcial mantém a essência da marca e atualiza a forma. A empresa continua sendo reconhecida, mas com aparência e comunicação mais à altura do que ela é hoje. É o caso mais comum em negócios que cresceram e só precisam que a marca acompanhe.

Rebranding total reconstrói a marca a partir do posicionamento. Acontece quando o negócio mudou tanto, ou a marca ficou tão defasada, que atualizar a forma não resolve.

A maioria dos negócios que procura rebranding precisa do parcial. Acha que precisa do total porque sente o tamanho do incômodo, não o tamanho real do problema.

Por que empresas fazem rebranding

O motivo quase nunca é estético.

É comercial. A marca defasada cobra todo mês: no desconto que o cliente pede antes de negociar, no lead que some depois do orçamento, no concorrente pior que parece maior e fecha o que era seu.

Rebranding existe pra parar esse vazamento. Não pra deixar a marca bonita. Pra fazer ela trabalhar a favor da venda em vez de contra.

Saber se chegou a hora é outro assunto. Tem sinais específicos que indicam o momento.

Rebranding bem feito não começa pelo logo. Começa pela percepção.

A pergunta certa não é "que logo novo eu quero". É "o que a minha marca está comunicando hoje, e o quanto isso está abaixo do que o meu negócio entrega".

Essa é a conta que decide se vale ou não. E é exatamente o que um diagnóstico mostra antes de qualquer mudança.

Perguntas frequentes

O que é rebranding, de fato?

É o processo de realinhar a percepção de uma marca ao que o negócio realmente é hoje. Não é estética, é correção de percepção, e por isso mexe em mais coisa do que só o logo.

Qual a diferença entre rebranding, redesign e reposicionamento?

Redesign é só mudança visual. Reposicionamento é mudança de estratégia, para quem a marca fala e que lugar ocupa no mercado. Rebranding é o guarda-chuva que pode envolver os dois.

Quais as quatro camadas que um rebranding pode envolver?

Posicionamento, identidade visual, tom de voz e aplicação nos pontos de contato reais como site, proposta e apresentação.

Qual a diferença entre rebranding parcial e rebranding total?

O parcial mantém a essência da marca e atualiza a forma, e é o caso mais comum em negócios que cresceram. O total reconstrói a marca a partir do posicionamento, quando o negócio ou a marca mudaram demais.

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Escrito por Pedro Cardoso, fundador do FAMOSO.®, estúdio de branding em Porto Alegre.

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