FAMOSO.®, estúdio de branding e identidade visual em Porto Alegre
23/06/20267 min de leitura

Reposicionamento de marca: quando fazer

Reposicionamento de marca não é reforma visual. É mudar a percepção que o mercado tem do seu negócio. Entenda quando faz sentido e como fazer certo.

Neste artigo
  1. O que é reposicionamento de marca de verdade
  2. Quando o reposicionamento faz sentido
  3. O que o reposicionamento não é
  4. Como o reposicionamento funciona na prática
  5. Quanto tempo leva
  6. O erro mais comum
  7. Perguntas frequentes
Reposicionamento de marca: o que é, quando fazer e como não errar, ilustração sobre reposicionamento de marca

Reposicionamento de marca é uma das decisões mais mal compreendidas do mundo dos negócios.

A maioria dos fundadores confunde com redesign. Acha que mudar o logo resolve. Ou que trocar a paleta de cores vai resolver o problema de percepção.

Não vai.

O que é reposicionamento de marca de verdade

Reposicionamento é mudar o lugar que sua marca ocupa na cabeça do cliente.

Não é estética. É estratégia.

Sua marca ocupa uma posição agora. Pode ser "a opção mais barata do mercado". Pode ser "aquela empresa que só atende empresa grande". Pode ser "aquele freelancer que faz logo rápido".

Essa posição foi construída ao longo do tempo, por tudo que você comunicou, cobrou, entregou e pareceu ser.

Reposicionar é sair de uma posição e construir outra.

Quando esse reposicionamento se estende também à identidade visual inteira, ele se torna parte de um rebranding.

Quando o reposicionamento faz sentido

Existem quatro situações que indicam que sua marca precisa se reposicionar.

  • Seu preço não acompanhou sua capacidade. Você evoluiu. Atende melhor, entrega mais, tem mais repertório. Mas ainda cobra o que cobrava há três anos. E o cliente que chega até você ainda é o mesmo perfil de cliente de três anos atrás. O problema não é o seu trabalho. É a percepção que o mercado tem de você.
  • Você atrai o cliente errado com consistência. Se toda proposta vira negociação de preço. Se todo cliente questiona o valor antes de questionar a qualidade. Se você fecha projeto com pessoas que não valorizam o que você entrega. Isso não é má sorte. É posicionamento errado.
  • Você mudou de mercado ou de público-alvo. Começou atendendo pequenos negócios e quer migrar para empresas com faturamento real. Começou num nicho e quer expandir. Começou como generalista e quer se especializar. Toda mudança de público exige revisão de posicionamento.
  • O mercado mudou, sua marca não. O que comunicava modernidade há cinco anos pode comunicar atraso hoje. Categorias inteiras se transformam. Concorrentes surgem com linguagens mais contemporâneas. Ficar parado também é uma escolha de posicionamento. Só que costuma ser a escolha errada.

O que o reposicionamento não é

Não é só mudar o logo.

Não é só atualizar o site.

Não é criar um novo slogan e esperar que o mercado perceba.

Reposicionamento sem estratégia é maquiagem. Resolve a aparência por um tempo. Não resolve a percepção.

A percepção é construída pela soma de tudo: o que você cobra, como você se apresenta, quem você aceita como cliente, o que você publica, como você se comporta em negociação, quem você é visto frequentando.

Mudar só um desses elementos não move a agulha.

Como o reposicionamento funciona na prática

O processo começa antes de qualquer decisão visual.

  • Diagnóstico. Onde sua marca está hoje na percepção do mercado. O que as pessoas pensam quando ouvem seu nome. Qual cliente você atrai. Qual cliente você perde. Qual proposta você fecha. Qual você não fecha.
  • Definição de destino. Onde você quer estar. Qual percepção quer construir. Qual cliente quer atrair. Qual ticket quer praticar. Qual território quer ocupar.
  • Gap de percepção. A distância entre onde você está e onde quer chegar. Esse gap determina a profundidade do trabalho.
  • Estratégia de transição. Como você vai mover a percepção. O que muda na comunicação, na oferta, no preço, no comportamento de marca. Não é uma lista de tarefas. É um sistema coerente de sinais.
  • Identidade visual e verbal. Só aqui entra o design. A identidade visual é a expressão do novo posicionamento, não o posicionamento em si.

Quanto tempo leva

Depende da distância entre a percepção atual e a desejada.

Reposicionamentos incrementais, onde a marca já está no caminho certo mas precisa de ajuste, podem ser percebidos em seis a doze meses.

Reposicionamentos estruturais, onde a mudança é de categoria ou de público, levam mais tempo. A identidade muda rápido. A percepção muda devagar.

O mercado precisa de repetição para atualizar a imagem que tem de uma marca.

O erro mais comum

Reposicionar a identidade sem reposicionar o comportamento.

Nova marca. Mesmo preço. Mesmo cliente. Mesma negociação.

O mercado não atualiza a percepção pela aparência. Atualiza pela experiência acumulada ao longo do tempo.

Se você muda como parece mas não muda como cobra, como entrega e como se apresenta, o reposicionamento não vai funcionar.

A identidade visual abre a conversa. O comportamento sustenta.

Se sua marca parece menor do que o negócio que você construiu, o problema provavelmente não é o logo. É o posicionamento.

Perguntas frequentes

O que é reposicionamento de marca?

É mudar o lugar que sua marca ocupa na cabeça do cliente. Não é estética, é estratégia: sair de uma posição construída ao longo do tempo e construir outra.

Quanto tempo leva um reposicionamento de marca?

Depende da distância entre a percepção atual e a desejada. Reposicionamentos incrementais podem ser percebidos em seis a doze meses; mudanças estruturais de categoria ou público levam mais tempo.

Só trocar o logo já é um reposicionamento de marca?

Não. Reposicionamento sem estratégia é maquiagem: resolve a aparência por um tempo, mas não resolve a percepção, que é construída pela soma de tudo que a marca comunica, cobra e entrega.

Qual o erro mais comum ao reposicionar uma marca?

Reposicionar a identidade visual sem mudar o comportamento: mesmo preço, mesmo cliente, mesma negociação. O mercado atualiza a percepção pela experiência acumulada, não pela aparência nova.

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Escrito por Pedro Cardoso, fundador do FAMOSO.®, estúdio de branding em Porto Alegre.

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